quarta-feira, 27 de abril de 2016

Não é nada fácil despertar

Não é nada fácil despertar para o fato de que se é um adulto adulterado adulterante; de que até o momento do despertar, nunca se soube o que é, de fato, a alegria de viver, mas sim, a triste dualidade imposta pela euforia e o esforço desumano pelo "sub-existir". Mais difícil ainda é a constatação de que, de forma totalmente inconsciente, acabamos transferindo para terceiros tal adulteração sofrida através da cultura e da chamada educação. Não é fácil fazer o balanço e constatar o enorme prejuízo mental, emocional, espiritual — e também material —, que sofremos e que automaticamente transferimos à outros seres humanos que, como nós, no momento de seus contatos conosco, também se mantinham adormecidos, enredados na compactuada ilusão de estarem vivendo. A lista de reparação é tão enorme que não sabemos nem mesmo por onde começar.

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"É porque se espalha o grão que a semente acaba
por encontrar um terreno fértil."-
Júlio Verne


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"A aventura é, sempre e em todos os lugares, uma passagem pelo véu que separa o conhecido do desconhecido; as forças que vigiam no limiar são perigosas e lidar com elas envolve riscos; e, no entanto, todos os que tenham competência e coragem verão o perigo desaparecer." — Joseph Campbell em, O Herói de Mil Faces

"Acredito que o maior presente que alguém me pode dar é ver-me, ouvir-me, compreender-me e tocar-me. O maior presente que eu posso dar é ver, ouvir, entender e tocar o outro. Quando isso acontece, sinto que fizemos contato" — Virginia Satir

"A mente inocente é aquela que não pode ser ferida. Uma mente sem marcas de ferimentos recebidos — eis a verdadeira inocência; temos cicatrizes no cérebro e, com elas, queremos descobrir um estado mental sem ferimento algum. A mente inocente não pode ferir-se (isto é, sofrer ofensa), porque nunca transporta um ferimento de dia para dia. Não há, pois, nem perdão, nem lembrança.[...] A mente em conflito não tem nenhuma possibilidade de compreender a Verdade" — Krishnamurti