terça-feira, 12 de julho de 2016

Vem sentar-te ao pé de mim


Ah! Vem sentar-te ao pé de mim, Junto ao mar aberto e livre.

E eu te falarei dessa calma interior
E do profundo silêncio; 
Da interna liberdade
E bem assim dos céus;
Dessa ventura interna
E das bailantes água. 

E tal como abre, a lua, uma esteira silenciosa pelos mares escuros,
Junto a mim eu tenho o iluminado caminho do puro entendimento.
A tristeza que geme está oculta em um sorriso de escárnio,
O coração está opresso sob o peso do amor corruptível,
As decepções da mente corrompem o pensamento. 

Ah! Vem sentar-te ao pé de mim, 
Franco e liberto. E como o sereno fluxo da clara luz do sol,
Assim virá a ti o entendimento. 
O temor fatigante da ansiosa espera
Afastar-se-á de ti, como recuam as águas ante os ventos impetuosos.

Ah! Vem sentar-te ao pé de mim, 
E terás o entendimento do verdadeiro amor. 
E, como a mente afasta as nuvens que a cegam,
Um claro pensar eliminará teus brutais preconceitos. 

Está do sol a lua enamorada
E as estrelas enchem o céu como o seu riso.

Ah! Vem sentar-te ao pé de mim
Franco e liberto.

Krishnamurti
   

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"É porque se espalha o grão que a semente acaba
por encontrar um terreno fértil."-
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"Acredito que o maior presente que alguém me pode dar é ver-me, ouvir-me, compreender-me e tocar-me. O maior presente que eu posso dar é ver, ouvir, entender e tocar o outro. Quando isso acontece, sinto que fizemos contato" — Virginia Satir

"A mente inocente é aquela que não pode ser ferida. Uma mente sem marcas de ferimentos recebidos — eis a verdadeira inocência; temos cicatrizes no cérebro e, com elas, queremos descobrir um estado mental sem ferimento algum. A mente inocente não pode ferir-se (isto é, sofrer ofensa), porque nunca transporta um ferimento de dia para dia. Não há, pois, nem perdão, nem lembrança.[...] A mente em conflito não tem nenhuma possibilidade de compreender a Verdade" — Krishnamurti